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Praticante
Bike é mais rápida do que carro na hora do rush

No Desafio Intermodal, um ciclista percorreu o caminho da Berrini à prefeitura de SP em menos tempo do que o motorista
22/09/2006





Como enfrentar o congestionamento?
POR CHRISTIAN BAINES

Um desafio interessante aconteceu na última quarta-feira durante o horário de rush da cidade de São Paulo. Sete amigos receberam a tarefa de se locomover da avenida Luiz Carlos Berrini ao prédio da Prefeitura, no Viaduto do Chá, usando meios de transportes diferentes.

Idealizada pelo Movimento Bicicletada, grupo que promove passeios de bicicleta uma vez por mês, a disputa, batizada como Desafio Intermodal, foi vencida pelo participante que percorreu o trajeto em 44min32s utilizando a motocicleta. Em seguida chegaram os ciclistas. Realizando um percurso de 13 km apenas pelas vias principais, a primeira bicicleta marcou o tempo de 48min20s. O segundo ciclista, pedalando 18 km pelas vias locais, fez o tempo de 52min15s.

O passageiro que pegou dois ônibus pelos corredores exclusivos e completou o trajeto em 1h06min foi o quarto mais rápido. Além de gastar mais no consumo de gasolina do que nas tarifas dos transportes públicos, o motorista do automóvel levou 1h16min para chegar no local, procurar uma vaga e se encontrar com os outros participantes.

Os dois últimos foram os participantes que fizeram algum tipo de integração. Um deles, utilizando trem e metrô demorou 1h23min50s. O passageiro da integração ônibus/metrô marcou o tempo de 1h39min23s, cerca 50 minutos mais lento do que o ciclista, o segundo colocado.

Organizada para promover o evento do “Dia Mundial Sem Carro”, que acontece nesta sexta-feira, o desafio, segundo Thiago Benicchio, membro do Movimento Bicicletada: “tinha a pretensão de provocar uma reflexão nas pessoas, mostrando que o carro não é a única alternativa de transporte. Além disso, a idéia é incentivar o uso da bicicleta e dos transportes públicos.”

“Sabíamos que a motocicleta venceria. Ela é a mais rápida, mas é também a mais perigosa. No final das contas, o Desafio mostrou que a bicicleta é uma opção viável”, completa Benicchio.













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