Técnico Claudio Diegues conta experiência no Brasil na Copa do Mundo de Pista
04/11/2009
Sumaia Ali, 2ª da esquerda para direita
Acabei de voltar da 1ª etapa da Copa do Mundo de Pista, que aconteceu em Manchester/Inglaterra.
Um evento imponente, num velódromo maravilhoso, repleto de torcedores e amantes do ciclismo, que realmente conhecem sobre a modalidade, sua provas e peculiaridades.
Não foi a minha primeira experiência, já que em 2007, estive nesta mesma etapa em Manchester com o Novello e Piá, onde tudo se tornava novidade, tentando a cada momento obter conhecimento através de muita observação e alguns contatos iniciais com técnicos das mais diversas nações.
Desta vez uma equipe maior, com quatro atletas; Luciano Pagliarini, Robson Dias, Thiago Nardin e Sumaia Ribeiro, representando nosso país que definitivamente encara um ciclo olímpico, com o objetivo de estarmos na pista em Londres/2012, para chegarmos ao Rio 2016 com possibilidades reais nas mais diversas provas.
Com este objetivo traçado, aproveitei para colocar nossos atletas no maior número de provas possíveis, visando principalmente aumentar suas percepções de ambiente, tentando fazer com que no momento de suas participações nas provas alvo, sua concentração fosse feita da melhor forma possível, com o seu debute já realizado.
Sumaia e Robson participaram de três provas cada um, com nossa única mulher em Manchester focando suas principais características de velocista nas provas de velocidade, 500m e keirin, enquanto Robson, um velocista para nós brasileiros mas que acredito ser nosso principal coringa, com grandes possibilidades nas prova de meio fundo, participando no Km c/ relógio, Madson e Scratch.
No final, o novato do time que foi selecionado as pressas já que o titular Armando Camargo ficou impossibilitato de ir por problemas pessoais, foi nosso únicio representante em uma final, mostrando que temos chance sim!
Thiago Nardin, chega como atual vice-campeão panamericano na prova de madson, porém possuindo um companheiro novo (Robson Dias), já que sua dupla titular no Pan do México, Marcos Novello lesionado durante a Volta de São Paulo não foi a Manchester. Além de competir na Madson, Thiago participou no primeiro dia, da prova de perseguição individual, no que particularmente batizo como prova quebra ansiedade.
Enfim chego a Luciano Pagliarini, nossa referência neste iníco de processo olímpico, que mesmo sem atuar 10 anos na pista, nos trás grande conhecimento do mundo profissional, além de se tornar espelho para os mais jovens de nosso time "Tupiniquim".
Por vezes, desde os treinos em Caieiras e depois, durante nossa estada em Manchester, presenciei comentários do Thiago em referência a presença de Luciano com ele numa mesma rotina de treinos, café da manhã, almoço, janta, bate-papos, aquecimentos e até um breve passeio no centro da cidade. Isto nos leva a ter a noção exata da importância de termos sempre um exemplo dentro do nosso time.
Luciano competiu a prova por pontos logo no primeiro dia, não conseguindo classificação a final, porém inciando um auto-conhecimento de transmissões, posicionamento tático e técnico, além de obter experiência internacional num novo ciclo de sua carreira.
Para mim, chega o momento de um novo processo de maturidade, num campo em que me sinto cada vez mais a vontade, com alguns receios é claro, porém já sabedor dos caminhos que devo seguir neste mundo do ciclismo que mais uma vez tive a oportunidade de estar, presenciar e definitivamente, fazer parte.
Enfim, Manchester 2009; "O Início de um Trabalho", um longo trabalho!
(Enviado por Claudio Roberto Araujo Diegues, técnico da seleção brasileira)