Barry Broadbent ressaltou que 50% dos exames eram de responsabilidade da AFLD
07/10/2009
Por Tadeu Matsunaga
O britânico Barry Broadbent, um dos inspetores da União Ciclística Internacional no último Tour de France, afirmou que a equipe Astana assim como o espanhol Alberto Contador não foram beneficiados, como diz a AFLD (Agência Francesa de Luta contra o Doping).
Questionado sobre um suposto favorecimento a Astana, Broadbent se manifestou contrário as acusações. “ Tive acesso ao relatório. E, se eu tivesse o feito, diria totalmente o oposto do que eles (AFLD) afirmam. Eles denigrem a imagem do atual campeão do Tour com essas coisas. O Contador venceu porque foi o melhor e não por privilégios”, disse.
Sobre os demais acontecimentos, que também refletiram em críticas, o inspetor se defendeu. “ Fazemos controles de mais de 100 km diários. São lugares diferentes, pequenas estradas... Quando há controle, existem dificuldades também. Existem as questões de hotel, estadía e, sobre a prova é necessária que a organização decida sobre o controle, em função das regras.”
Broadbent também falou sobre a junta médica responsável pelo Tour. “Quatro pessoas tomaram as decisões sobre a maneira de proceder, sendo que dois eram da AFLD. A UCI e a AFLD buscavam controlar os ciclistas que tinham rendimentos suspeitos ou acima do comum. Porém, existem suspeitas de que alguns tenham burlado o exame sanguíneo e de urina. Se querem criticar o sistema, lembrem-se que 50% dele estava nas mãos da AFLD. As coisas podem sair errado, mas ele devem ser justos e criticar a si mesmos. Aceito as críticas, mas não posso admití-las”, encerrou.