Equipe cazaque teria se beneficiado, por meio de um acordo, na realização de exames antidoping no Tour
05/10/2009
Por Tadeu Matsunaga
A equipe Astana foi acusada de ter se beneficiado de um acordo para realização de exames antidoping no último Tour de France, informou a Agência Francesa de Luta contra o Doping (AFLD).
De acordo com o jornal Le Monde, os prazos para análise e realização de exames com os ciclistas da Astana não eram respeitados. Eles eram informados com antecedência sobre os controles surpresa e a localização da equipe não foi passada antes do início da competição.
O relatório foi encaminhado para a UCI – União Ciclística Internacional, responsável pelos controles e, também as autoridades francesas e organizadores do Tour de France.
As irregularidades teriam sido as seguintes: - A localização da Astana semanas antes do Tour não foi informada, o que tornou inviável testes antes da prova. - Um fotógrafo estava presente em um controle surpresa no quarto de Armstrong, no dia 24/07, o que invalida o teste. - Os ciclistas da Astana sabiam quais atletas seriam controlados meia hora antes do final da etapa, o que favorece a manipulação das amostras. - Muitas vezes os líderes da classificação e vencedores de etapas passaram por exames uma hora e meia depois de cada etapa. - Antes do contrarrelógio por equipes, um diretor do time entregou a um dos corredores a notificação de chamada para o exame. - Após os exames feitos, as amostras ficaram armazenadas dentro do carro da equipe, sem proteção alguma. O veículo estava exposto ao sol, o que torna mais difícil a análise. - Os testes feitos pela UCI no hotel do time, antes de cada etapa, foram classificados como “testes fora de competição”. Algumas substâncias são proibidas durante as provas, mas permitidas durantes os treinos.