Ciclista russo aguarda decisão do COI sobre o doping de Rebellin, medalhista olímpico em Pequim
01/10/2009
Por Tadeu Matsunaga
O russo Alexander Kolobnev pode herdar a medalha de bronze das últimas Olimpíadas, realizadas em Pequim, na China em 2008. O medalhista de prata, o italiano David Rebellin, testou positivo para o uso de CERA e corre o risco de ser desclassificado.
Com isso, o suíço Fabian Cancellara ficaria com a prata, enquanto Kolobnev assumiria o terceiro lugar, ficando com a medalha de bronze.
Em entrevista ao site “Velo News”, o ciclista russo reconheceu que, apesar da possibilidade, está não é a maneira mais agradável na qual ele queria conquistar a medalha.
“Eu não sei de nada em relação aos resultados, não sei o que está acontecendo. Ninguém entrou em contato comigo, fosse do COI (Comitê Olímpico Internacional) ou da UCI (União Ciclística Internacional). Sei dos fatos através da imprensa”, afirmou.
Em relação ao trabalho da comissão anti-doping, Kolobnev foi direto. “O que acho do trabalho deles? Acho muito ruim. Eles garantiram que ninguém sairia de Pequim com a medalha em caso de problemas e olha o que houve. Só foram descobrir bem mais tarde. Não sei se vou ou não ter o bronze, mas isso não muda nada na minha vida”.
Em 2009, Alexander Kolobnev tem mostrado muita consistência, apesar de não ter vencido nenhuma competição. Ele subiu quatro vezes ao pódio, além de ficar com o sexto lugar na Amstel Gold Race e nono lugar na Liège-Bastogne-Liège, ajudando seu companheiro de equipe Andy Schleck.
O russo irá cumprir mais um ano de contrato com o time Saxo Bank – até o fim de 2010. Ele assinou em 2008 e se diz muito feliz dentro da equipe dinamarquesa.
“Estou muito feliz com a equipe. Me sinto em casa aqui, podendo me concentrar nas clássicas e nos mundiais. Eu ainda estou motivado, quero me tornar campeão do mundo”, disse.