Bem-vindo ao Prólogo. Seu portal sobre duas rodas.      Sexta-feira, 27 de Novembro de 2009





Praticante
Mal súbito

Dicas para não “quebrar” durante a pedalada


15/09/2009





Por Tadeu Matsunaga

Todo o tipo de atleta, seja profissional ou amador, está sujeito a enfrentar problemas físicos e psicológicos, que acabam resultando em uma queda de rendimento abrupta – nos treinos ou na competição.

Os motivos são inúmeros. Excesso de atividade física, má alimentação, desidratação e falta de orientação médica. Todos esses fatores resultam no “mal súbito”.

Muitas vezes lemos reportagens que fazem referência entre mal súbito e óbito, mas isso não é uma regra. O ciclista que sofre desmaio, tontura e definitivamente “quebra” não tendo mais forças para suas pedaladas já apresenta um quadro de mal súbito.

O quadro pode ser reversível. E o problema em si pode ser por motivos cardiológicos ou neurológicos. No entanto, para evitar o risco de enfrentar o mal súbito, o que pode ser feito? Quais motivos podem levar a doença? De quem é a responsabilidade?

Ricardo Arap, formado em educação física, treinador e coordenador da Race Consultoria, falou com o site Prólogo e ofereceu dicas simples e úteis para os praticantes de ciclismo.

“Os motivos que podem levar ao mal súbito podem partir de uma predisposição (natureza da pessoa), por excesso de esforço (responsabilidade do atleta e/ou do treinador, dosagem de treino), associado à realidade de condicionamento de cada um”, afirma.

Arap ressaltou que existem sintomas que podem indicar uma fadiga excessiva. “Insônia, falta de apetite ou instabilidade de humor, dores musculares ( principalmente das pernas) que não mais melhoram nem durante e muito menos depois dos treinos ou atividades, média das frequências cardíacas alteradas para cima e, em algumas situações, tonturas, enjoos, escurecimento da vista e até desmaio.”

Para ele, é preciso conscientizar-se de praticar a atividade física de forma disciplinada e contínua, além de balancear as tarefas e sempre alterná-las de forma progressiva e com treinos regenerativos.

“Para isso, basta trabalhar sempre com uma margem de segurança com relação aos níveis de exigência e de intensidade e procurar equilibrar tudo isso com uma vida saudável, que inclui alimentação, hidratação, sono e também lazer e atitudes positivas (anti-estresse).”

Questionado sobre de quem seria a responsabilidade em um caso de mal súbito, Ricardo Arap salientou que existe uma parcela tanto do atleta/praticante como do seu treinador ou preparador físico.

“O atleta muitas vezes extrapola alguns mecanismos de segurança, a começar pela falta de avaliação física periódica e na maioria das vezes vontade de superação em todos sentidos( performance, volumes, intensidades, objetivos inatingíveis), até a cumplicidade do treinador, ou a falta de controle do mesmo para com o seu atleta, ou a vaidade de ser lembrado como o Carrasco, o Durão, o Comandante podem prejudicar”, emendou.







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