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Estrada
Brasil no Mundial Junior

Técnico Marinho narra experiência vivida na Rússia
19/08/2009





Tadeu Matsunaga

O Brasil esteve presente no Mundial de Ciclismo Junior de 2009, na cidade de Moscou, na Rússia. A delegação brasileira foi composta por Gustavo Freitas, Murilo Ferraz, Eduardo Wenders, Mauricio Knapp e Márcia Fernandes.

No entanto, os obstáculos que apareceram no caminho dos brasileiros antes e durante as competições foi algo fora do comum – parece até história de pescador, mas é de ciclista e verídica.

O técnico Maninho , que acompanhou os atletas, descreveu os acontecimentos pelos quais ele e o restante da delegação passaram. Os problemas começaram no aeroporto.

“Quando chegamos ao aeroporto as nossas bagagens não chegaram, estávamos na Rússia, um país que poucas pessoas falam qualquer outro idioma, se quer o inglês. O intérprete chegou após 6 horas e ninguém sabia para que parte do mundo nossas bicicletas fosse parar. Ficamos dois dias no hotel sem treinar, sem reconhecer o percurso e o mais difícil, vendo todos os países trabalhando em função da prova mais importante do mundo”, disse.

“Depois de dois dias praticamente dentro do aeroporto chegou 13 dos 14 volumes do Brasil, e o 14º era nada menos que a bicicleta de contra o relógio emprestado pela fabrica de bicicleta americana SCOTT exclusivamente para o mundial”, emendou. “Às 2 horas da amanha chegou à bicicleta, terminei de montar às 4 horas e fomos para a prova às 8 horas”.

No início da prova a expectativa aumentou, principalmente pelo fato do melhor ciclista brasileiro estar acompanhando e monitorando o favorito, o norte-americano Lawson Craddock. Mas os problemas persistiam...

“Um momento de gloria enfim chegou, o então favorito para ganhar a prova o norte-americano Lawson Craddock largará a prova a frente do mais bem cotado brasileiro para esta prova, Murilo Ferraz, assim estávamos bem, monitorando o americano todo o tempo e sonhando com uma ótima colocação, mas faltando 7 km para o termino uma roda traseira furada foi o fim das nossas expectativas”.

Na competição de resistência para mulheres, a única participante brasileira, a goiana Márcia Fernandes, obteve o 24º lugar, sendo a única americana no pelotão principal.

Quando os homens entraram em cena, as dificuldades tornaram aparecer. “Eu sabia que haveriam muitas quedas, mas não esperava um brasileiro, quando passou a três volta, numa velocidade impressionante só avistei um verde a amarelo, alguns minutos depois, uns 10 ciclistas atrasados devido a um grave tombo, ali estavam dois verdes e amarelos, Murilo Ferraz e Eduardo Winters.”

O outro ciclista brasileiro, Mauricio Knapp, conseguiu se manter vivo nos 136km e finalizou a prova em 66ª colocação dos 96 ciclistas que terminaram a prova.









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