Ballan, Flecha, Vinokourov, Rasmussen: veja o que é fato e o que é especulação no ciclismo mundial
07/08/2009
Steegmans viveu seu melhor momento na Quick Step
Por Leandro Bittar
Na reta final da temporada, as equipes e os ciclistas da elite mundial começam a traçar os planos para 2010. Enquanto alguns times tentam se tornar grande, como a Skil-Shimano e a Besson Chaussures-Sojasun, outros tendem a diminuir, como a italiana Lampre e a holandesa Rabobank.
A maior pergunta neste momento da temporada é para onde irá o espanhol Alberto Contador. O bicampeão do Tour negou uma proposta de 4 milhões de euros para continuar na Astana e também já admitiu que não há a menor possibilidade de seguir para a equipe de Lance Armstrong, a RadioShack. Garmin e Caisse d’Epargne são possibilidades reais para Contador, enquanto uma possível equipe Santander/Renault, liderada pelo piloto de F1 Fernando Alonso ainda é um sonho.
O campeão mundial Alessandro Ballan, que esta semana venceu sua primeira prova com a camisa arco-íris, é outro com o futuro indefinido. Ele não renovará com a Lampre, que lhe ofereceu apenas uma temporada de contrato. Com isso, Ballan afirma ter propostas para competir pela Rabobank ou pelas novatas Sky e Radio Shack. Outro que pode deixar a Lampre é o “Pequeno Príncipe” Damiano Cunego.
De olho em Ballan, a Rabobank já admitiu a saída do hispano-argentino Juan Antonio Flecha. Depois de quatro temporadas com o time holandês, Flecha é outro nome na mira do time britânico Sky. O time de Menchov e Gesink deve ter uma equipe mais enxuta em 2010, com apenas 25 atletas em comparação com os 30 atuais.
Gert Steegmans deixa a Katusha por inúmeros problemas com a equipe russa, com destaque com a negativa do belga em incluir uma nova cláusula antidoping no contrato, na qual pagaria uma multa de 5 vezes o salário anual caso fosse flagrado em algum exame. A francesa BBox Bouygues deve ser o destino de Steegmans. Em contrapartida, o time francês deve perder Pierrick Fédrigo para a Saxo Bank.
A prioridade da russa Katusha para a próxima temporada é encontrar no mercado um escalador. O espanhol Joaquín Rodríguez (Caisse d’Epargne) já foi sondado.
Depois de estrear no Tour de France deste ano, a Skil-Shimano renovou o contato com os principais ciclistas do time e sonha com voos mais altos em 2010. Tom Veelers, Roy Curvers, Robert Wagner continuam na equipe no próximo ano.
Já os franceses da Besson Chaussures-Sojasun espera dar um salto de qualidade. Atualmente na segunda posição do ranking europeu, o time terá um orçamento quatro vezes maior do que o atual, com o objetivo de participar do Tour de France, já começa a sondar alguns nomes, entre eles, o experiente velocista Jimmy Casper.
A volta dos que não foram
Alexandre Vinokourov lidera a lista dos ciclistas que retornam ao ciclismo após cumprirem suas penas por doping. O ciclista já está na ativa e competirá o Tour de l’Ain na próxima semana com uma seleção cazaque. O esforço de Vinokourov é voltar ao time Astana (criado em 2006 em função do ídolo daquele país), se possível, já para a Vuelta a España. Detalhe, o diretor da Astana na mesma prova que competirá Vino é Sean Yates, o homem que liderou o projeto de transição Liberty/Manolo Saiz para Astana e diretor-geral da equipe em 2007. Em poucas palavras, Bruyneel está cada vez mais fora do barco cazaque. Na seleção cazaque, destaque para o ex-Crédit Agricole, Dmitry Fofonov, flagrado em um exame antidoping no Tour de 2008.
Michael Rasmussen e Ricardo Riccò podem fazer uma bela parceria na italiana Ceramica Flaminia. O segundo já está acertado. Rasmussen diz que está sendo boicatado pela UCI, que teria recomendado ao time não contratar o dinamarquês.