O austríaco, que se aposentou do ciclismo em maio deste ano, afirmou, em entrevista ao jornal francês L’Equipe, que foram omitidos todos os casos de doping que aconteceram no Tour de 2008
09/06/2009
O austríaco Bernard Kohl, que se aposentou em maio, acusou, em entrevista ao jornal francês L’Equipe, as autoridades francesas de não divulgar todos os casos de resultados positivos que se deram no Tour de France 2008. O ex-ciclista foi suspenso após um positivo pelo medicamento EPO na edição passada do Tour, quando conquistou a terceira colocação geral e a liderança de montanha.
“Quando soube que a Agência Francesa de Luta contra o Doping voltaria a analisar todas as mostras recolhidas no Tour utilizando os novos métodos, acusei o golpe. Tratei de tranquilizar-me e disse a mim mesmo: bem, estou morto, mas todos estão mortos, porque muitos outros ciclistas haviam se dopado”, disse.
“As autoridades francesas não se atreveram a eliminar a classificação completa do Tour. Estranhamente, fomos apenas três que caíram. Creio que os dez primeiros da classificação deram positivo”, afirmou Kohl.
Bernard também admitiu ter se dopado desde os 19 anos e explicou as três transfusões de sangue que fez durante o Tour: “A primeira foi depois da sexta etapa, a segundo antes dos Pirieeus e a última antes dos Alpes”.
O sangue foi tirado em agosto de 2007 e foi Stefan Matschiner, diretor da Gerolsteiner, equipe da qual Kohl participava, quem teria estabelecido o sistema para coletar e preservar o sangue.