Após Bernard Kohl, suspenso por dois anos por um positivo por doping no Tour de France 2008, alegar que o programa é falho, a União Ciclística Internacional fez um comunicado assegurando a eficácia da iniciativa
28/05/2009
A União Ciclística Internacional (UCI) comunicou a eficácia de seu programa de passaporte biológico após a iniciativa ter sido posta em dúvida pelo Austríaco Bernard Kohl, que anunciou nesta semana que não retornará ao ciclismo após os dois anos de suspensão, recebidos por utilização de CERA no Tour de France 2008.
“Qualquer questionamento acerca da eficácia do passaporte biológico não faz sentido enquanto o perfil individual do ciclista ainda não foi completamente traçado”, declarou a UCI. “Ademais, não é possível para Bernard Kohl tirar qualquer conclusão válida sobre o funcionamento do passaporte biológico neste estágio. Por essa razão, seus argumentos estão completamente incorretos”.
A UCI alegou, também, que o passaporte biológico se mostrou capaz de descobris corredores que estão se dopando. “A análise de seus perfis, que nestes meses recentes indicaram certo número de anomalias e confirmaram os resultados de muitos testes tradicionais, chegaram agora ao seu estágio final e logo permitirá que se iniciem os procedimentos disciplinares”, comunicou a instituição.